TRANSTORNO BIPOLAR E SUAS CONSIDERAÇÕES – Graça Braga Darzi – Consultório de Psicologia e Psiquiatria

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TRANSTORNO BIPOLAR E SUAS CONSIDERAÇÕES – Graça Braga Darzi – Consultório de Psicologia e Psiquiatria

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O transtorno Afetivo Bipolar, ou a antiga Psicose Maníaco Depressiva (PMD), é uma enfermidade mental caracterizada por sintomas depressivos, hipomaníacos, maníacos e psicóticos. Tais manifestações se apresentam por fases periódicas, que se alternam entre estados mais duradouros dessa determinada fase, por exemplo: fases depressivas que podem durar semanas ou até meses e anos, ou episódios hipomaníacos que podem evoluir para fases maníacas bem caracterizadas, também com duração semelhante às fases depressivas.
Por outro lado existem também diferenciações de estados alternados dessas alterações de humor, que caracterizam uma fase mista dessa enfermidade, por períodos mais curtos e alternâncias de humor mais constantes na vida da pessoa.
Os períodos depressivos são caracterizados por angústia extrema, apatia, desânimo, falta de iniciativa, baixa auto estima e que se não forem bem avaliados no início da enfermidade e tratados na psiquiatria somente com antidepressivos, pode desencadear a fase hipomaníaca e até mesmo a fase maníaca exarcebada do Transtorno Bipolar.
O período hipomaníaco é quando o indivíduo começa a apresentar leves alterações de humor, baseadas em sensações de euforia, aceleração de pensamento, insônia, irritabilidade, e negligência dos afazeres de seu dia a dia. A fase maníaca caracteriza-se por estados de euforia bem mais acentuados com pensamentos acelerados, fuga de ideias, agressividade, insônia, gastos financeiros desenfreados, roupas e atitudes extravagantes e até mesmo problemas com álcool e drogas.
A fase psicótica pode eventualmente ser confundida com a esquizofrenia, devido os sintomas semelhantes como: desagregação do pensamento, incoerência das ideias, alucinações auditivas e visuais, ideias delirantes auto referentes, persecutórias e místicas, tendências a um isolamento social e incapacidade para exercer o seu trabalho.
Nota-se de extrema importância o acompanhamento psicoterápico para o entendimento das manifestações desse transtorno, pois enquanto o conflito estiver presente, ficará se movendo de um polo para outro entre as fases maníacas, depressivas e até psicóticas.
A criança, quando inicia a sua compreensão do "eu" e da realidade, entende aos poucos que para ser aceita e se dar bem na vida, precisa se ajustar às expectativas da família, da escola, da cultura, e de tudo que a envolve. Nesse sentido a criança vai formando o seu ego ou "eu", característica muito importante, já que sem ele viveríamos um completo caos em nossas vidas pois o mesmo nos traz limites, referências e nos norteiam em nossas vidas.
O problema é que quando crescemos, esses mesmos ajustes e orientações podem já não estarem em conformidade com a verdadeira essência ou alma do indivíduo, visto que o ego que ao mesmo tempo define, limita nossa realidade. O ego não significa necessariamente pessoa com personalidade forte, e sim o nosso "falso eu", aquele no qual pensamos que somos, mas que na verdade não somos, restringindo nosso potencial de vir à tona!
Assim, durante a vida, o ego trabalha duro para corresponder às imagens, expectativas, desejos que criamos de nós mesmos, uma vez que todos os aspectos da vida profissional, religioso, atitudes em relação à vida, compõe a pessoa que pensamos ser. O ego acaba ditando nossa realidade e identidade, caracterizando a prisão de nossa alma.
Uma complexa combinação de mudanças na vida de uma pessoa pode levar a uma experiência de colapso desse ego. Essas mudanças podem se manifestar em diferentes situações da vida, como processos de separação, mortes e perdas significativas. Elas provocam abalos em todas as referências e percepções que se tinha, perdendo-se do próprio sentido, levando à depressão. O indivíduo perde o próprio chão, não encontrando mais sentido nas próprias escolhas. Nesse momento o ego ou "falso eu" entra em colapso, no qual tudo que se pensava ser se perde, não se sabe mais quem é. Quem sou eu vira um grande ponto de interrogação. Esse pode ser o início de um episódio psicótico.
Esse período difícil de aparente insanidade necessita de observação porque temporariamente o ego não está presente e sua alma ou inconsciente está ganhando espaço para a comunicação. Sua insatisfação é manifestada ao tentar corresponder às expectativas de todas as imagens falsas que o indivíduo tinha na cabeça a respeito de si mesmo, porque de fato quem as colocou lá, foram a cultura, a religião, a educação. A alma tem um plano próprio e único para a vida de cada indivíduo.
O Transtorno Bipolar é uma batalha acontecendo na psique entre a alma, sua essência que deseja ser completamente livre para se expressar, e o ego que está tentando suprimir toda e qualquer emoção que tende a ser perigosa para a sobrevivência. Dessa forma, quando a alma vence, o ego entra em estado de mania ou psicose, e quando o ego vence completamente a alma, vivência o estado de depressão. É esse conflito entre a alma e o ego que está na raíz do conflito do Transtorno Bipolar.
Precisamos relativizar o ego para poder crescer. Precisamos fazer com que esse ego relativo e necessário trabalhe a serviço da alma e não o contrário, para que no exercício da paciência, tolerância e flexibilidade possamos ouvir o que nossa alma quer nos comunicar, pois é na essência criativa que se expressa a verdadeira condição do ser, única e inseparável!

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3 Comentários

  1. Andrea disse:

    Gostei muito sobre bipolar

  2. Andrea disse:

    Quero parar com o lítio ,o que fez desencadear meu Bipolar foi 225 mg de venlafaxina por dia ,,,até surtar ,quando procurei o médico só estava apática ,,,,

  3. Aline Pereira disse:

    Gostei …

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