Como lidar com a saúde mental em tempos de reclusão?

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Como lidar com a saúde mental em tempos de reclusão?

Muitos são os percausos que passamos para poder vivenciar aquilo que de fato é transformador em nossas vidas. O entendimento dos conceitos permanece conosco, conversando e ressoando em nós com pouca ou nenhuma transformação. Mesmo os conceitos esclarecidos e nos trazendo literalmente a ideia do acontecer, do se transformar, pouco ou nada acontece de fato. O que se torna necessário então para que a pessoa possa de fato vivenciar o despertar de uma nova consciência?

Não se pode arrancar a fórceps aquilo que está no inconsciente, até porque o que permanece lá, de certa forma, está por "proteção" do próprio indivíduo. Ninguém, absolutamente ninguém tem o poder ou o direito de fazer qualquer movimento sem a permissão da própria pessoa. Mesmo o fato do indivíduo querer modificar determinadas situações, existe um caminho longo de crenças, mecanismos de autossabotagem que "protegem" e o mantém "com ganhos secundários", mesmo que de forma inconsciente, não permitindo que esse querer seja o suficiente para alavancar as mudanças.

O despertar é um momento curioso, pois nasce de uma verdadeira e límpida intenção, que vai além das palavras, conceitos e que movimenta de forma atemporal as questões necessárias. Quando esse momento se revela, há uma desobstrução de obstáculos que anteriormente eram irremovíveis e a própria dificuldade ou limitação se torna um verdadeiro parceiro de entrada. A ação se torna presente, o acontecer é visível e a sensação de auto aceitação libertadora. E aquilo que se havia determinado como destino, se transforma em novas possibilidades com novos desafios.

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Estamos vivendo um momento histórico e, ao mesmo tempo, angustiante em nossa sociedade. E, apesar de todas as recomendações que estão ao nosso alcance, o lado emocional também precisa ser trabalhado e fortalecido.

Algumas pessoas que sequer imaginavam qual seria a sensação de viver uma crise de ansiedade, medo ou pânico, nesse momento acabaram desenvolvendo ou irão passar por isso. A incerteza e a insegurança geram desconforto e medo.

Facilmente a nossa mente nos leva a pensar em tragédias e nos piores cenários e isso é muito normal, dado o momento de tantas mudanças que estamos vivendo e que fomos pegos de surpresa, sem sequer termos tempo para nos prepararmos. Mas, você já parou para pensar que essa ansiedade é justamente desencadeada por pensar no futuro?

Algumas pessoas sentem ansiedade por serem muito ativas e não conseguem lidar com o fato de precisarem ficar em casa, enquanto outras até já possuem o hábito de ficarem em casa, mas só de imaginarem que nesse momento torna-se obrigatório o isolamento social, aquela ansiedade de sair, passear e ver outras pessoas começa a bater à porta.

A escassez e a privação geram a sensação de necessidade.

Esta é uma fase da vida em que as energias de todos estão exacerbadas, o que pode fazer com que digamos ou façamos atos no calor do momento que não faríamos em outras circunstâncias, mas a calma em tempos turbulentos é fundamental.

Constantemente nos deparamos com os sofrimentos da vida acreditando que isso é algo extremamente negativo.

No entanto, precisamos entender que a vida segue ciclos e renovações como tudo no universo. O sucesso da colheita é implicado pelo quanto arrumamos a terra antes de plantar.

O sofrimento é o período do nosso ciclo vital em que temos a oportunidade de remover as ervas daninhas do nosso próprio ser e, em decorrência disso, nos tornamos terra fértil para que nossa colheita seja abundante.

Deve-se olhar para o sofrimento com amor, pois tal atitude nos permitirá tirar todo o proveito dessa etapa da vida.

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