A MÚSICA E SUA INTERAÇÃO

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A MÚSICA E SUA INTERAÇÃO

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Quando ouvimos músicas que nos agradam ou não, são diversos os sentimentos que experimentamos desde alegria, vontade de cantar, de chorar, de dançar. Experimentamos medo, angústia, raiva, irritabilidade, ansiedade.
Desde os primórdios, a música vem acompanhando a humanidade com a extrema capacidade de sensibilizar o ser humano em seus sentimentos e sensações nos mais variados momentos atuando diretamente no sistema neurológico, sendo inegável o grande poder de afetar nossas emoções. É enorme a influência da música sobre os aspectos físicos, mentais e emocionais.
No corpo humano são os ouvidos as portas de entrada dos sons que no primeiro momento há apenas a percepção de ondas sonoras. Em sequência, o cérebro vai construindo imagens, lembranças, desejos, medos e infinitas sensações de acordo com as histórias de vida e experiências pessoais de cada indivíduo.
Diversas áreas cerebrais são ativadas enquanto ouvimos música, como por exemplo uma estrutura do cérebro chamada verme cerebelar, onde a mesma é capaz de modular e liberar dopamina e noradrenalina, que são neurotransmissores importantes para diversos processos psíquicos. Também estimula a amígdala, importante área do cérebro que faz a mediação e controle das emoções mais complexas como amor e afeição, amizade, estados de humor e também agressividade, irá, medo. Acompanhar uma música seja ouvindo, cantando, dançando, batendo palmas, também ativa regiões da memória ligadas ao hipocampo e ao córtex frontal inferior.
Assim, todas as pessoas reagem aos sons e os mesmos atingem as áreas mais íntimas da vida de cada pessoa tocando as emoções e atingindo a razão.
Quando o corpo é exposto a estímulos desarmônicos variados e contínuos, mecanismos de stress de nosso corpo são postos em estado de alerta e quando excessivamente tensionados a harmonia natural dos ritmos biológicos é perturbada, podendo resultar em tensão e/ou desordem patológica. Dessa forma, é preciso prestar atenção nas músicas que levam o corpo humano ao stress, aumentando a frequência da pulsação, a pressão sanguínea, a produção de adrenalina, prejudicando inclusive a qualidade da audição.
Os benefícios terapêuticos da boa música que acalmam e trazem ritmo, estão registrados em praticamente todas as civilizações e épocas. As Audições das belas melodias gregas eram recomendadas por Platão para a saúde mental e física, especialmente para fobias e angústias, assim como para a formação do caráter dos jovens. Na idade média, os árabes já mantinham salas de músicas em seus hospitais para auxiliar na recuperação dos doentes. Na primeira e segunda guerra mundial, a música foi utilizada para efeitos relaxantes e sedativo como terapia em hospitais para recuperação de neuróticos de guerra. Portanto é difícil imaginar um mundo sem música, um mundo sem ritmo pois a mesma ultrapassa tudo o que podemos imaginar e mesmo sendo abstrata e efêmera, atinge muito mais do que o simples gostar ou não, ou a criação de fantasias na nossa imaginação.

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