EMPATIA – UM ATRIBUTO A SER DESENVOLVIDO

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EMPATIA – UM ATRIBUTO A SER DESENVOLVIDO

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A única realidade de fato que nós seres humanos conhecemos é a realidade individual, baseada e definida em nossos cinco sentidos, nossas experiências e emoções. Entretanto, o relacionamento humano é uma condição fundamental para a sobrevivência e continuidade de nossa espécie, imprimindo assim a cada ser vivo uma disponibilidade necessária para experimentar a realidade de outras pessoas.
Chamamos isso de empatia, no qual relacionar-se empaticamente com o outro envolve o esforço de se retirar temporariamente do seu próprio mundo para o encontro com o outro e consequentemente consigo mesmo. Nesse processo ocorre simultaneamente uma transformação em ambos, gerando possibilidades de se recriar, se reeducar, atuando como meio para transformações.
Diferentemente, a simpatia é a vontade de ficar perto de outra pessoa e de agradar. Portanto, empatia é um atributo, uma competência a ser construída e cultivada para mobilizar recursos na ação para além de si mesmo.
O psiquiatra suíço C.G.Jung observou a dinâmica da projeção na empatia, isto é, estar me vendo, sentindo a mim mesmo no outro. Porém será a introjeção do outro em mim que facilitará a resposta à empatia, gerando a disponibilidade de estar junto, para caminhar sem julgamento.
As bases dessa capacidade para gerar empatia, se manifestam em nós desde que nascemos, e segundo o psicólogo Austríaco Alfred Adler, esse é um atributo que deve, através dos pais e cuidadores, ser estimulada na criança para não se tornar enfraquecida. Isso fortalece a competência para se tornarem bons ouvintes, sensíveis, compreendendo a perspectiva de outras pessoas, suas emoções e suas realidades. Somos seres sociáveis com habilidades para entender e comunicar os estados emocionais uns dos outros e essa é uma condição essencial para manter nossas relações. Essa habilidade de demonstrar empatia, está diretamente conectada com uma área do nosso cérebro chamada giro supramarginal direito que contribui para que possamos distinguir nossas próprias emoções das emoções das outras pessoas, trabalhando na nossa habilidade de observar e avaliar o que outras pessoas estão sentindo.
Para ser verdadeiramente empático, é necessário pensar além de si mesmo e de suas próprias preocupações, exercitando observar os outros ao seu redor de forma genuína, sem rotular, procurando se importar, perguntando a si mesmo talvez como se sentem em relação a determinadas situações. Essa curiosidade sobre o outro é um grande passo para a expansão da empatia, podendo esse exercício nos ajudar a humanizar as relações, combater preconceitos, encontrar maiores concordâncias, evitando assim prejulgar pessoas, situações, e com isso expandir nosso universo moral e ético. Essa é a maior comunicação afetiva que o ser vivo pode estabelecer.

Atendimento Psícológico

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1 Comentário

  1. Cristina disse:

    Que texto maravilhoso…

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