O CORAÇÃO E SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

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PSICOPATIA: DOENÇA MENTAL OU TRANSTORNO DE PERSONALIDADE?
junho 1, 2018

O CORAÇÃO E SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

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Em estudos e pesquisas, cientistas e neurofisiologistas apontam que o coração pensa e irradia, sendo um orgão de inteligência mais do que meramente a estação principal de bombeamento do corpo. Mais da metade do coração é na verdade composta de neurônios da mesma natureza daqueles que compõe o sistema cerebral.
Aprendemos que a comunicação entre o cérebro e o coração acontecia através de uma única via, como se apenas o cérebro enviasse suas informações para o coração. Porém, com a expansão científica, descobriu-se que no coração habitam cerca de 40 mil neurônios, sendo praticamente um cérebro dentro dele mesmo. É a fonte do corpo de maior força no campo eletromagnético. Cada célula do nosso coração é única e não apenas pulsa em sintonia com todas as outras células do coração, mas também produz um sinal eletromagnético que se irradia para além da célula.
Em pesquisas, verificou-se que no exame de EEG que mede as ondas cerebrais, os sinais eletromagnéticos do coração são muito mais fortes do que as ondas cerebrais, e que a leitura do espectro de frequência do coração podem ser tomadas a partir de 3 metros de distância do corpo e sem colocar eletrodos sobre ele. O campo eletromagnético produzido pelos aproximadamente 100 bilhões de neurônios do cérebro é muito menor do que os 40 mil neurônios que produz no coração. Esse campo eletromagnético produzido pelo coração é 5 mil vezes maior do que o campo eletromagnético produzidido pelo cérebro. Tudo isso já foi mensurado. Dessa forma, é incontestável a existência da comunicação e dinâmica entre o coração e cérebro.
Possuimos uma estrutura cerebral dentro do nosso cérebro límbico que coordena nossas emoções. Essa estrutura é chamada de amígdala, que reconhece padrões emocionais e recebe as informações do coração. Essa comunicação é de grande importância, já que é nesse rítmo do batimento do coração que temos o que a ciência denominou de variabilidade cardíaca, que é a alteração das distâncias entre um batimento e outro, visto que essa variabilidade diminuída afeta o cérebro.
Estados mentais negativos, frustrações, depressão, raiva, ressentimentos fará com que as informações da variabilidade cardíaca do coração afetadas levem sinais até o cérebro. Com isso, nosso discernimento diminui, ou seja; perdemos um pouco do lobo frontal. Portanto, esses estados fazem com que entremos em estado de incoerência cardíaca, causando inúmeras alterações na saúde em geral. Ao contrário, estados positivos de apreciação, motivação, facilita a função cerebral.
Pesquisas mostram que as crianças apresentam maior capacidade de variabilidade cardíaca, pela leveza e maior resiliência. Quando procuramos respirar, caminhar, comtemplar, meditar, buscando estados de paz e tranquilidade, aumenta a coerência entre o coração e o cérebro, trazendo assim aumento da nossa capacidade de auto-conhecimento, auto-regulação, maior foco, concentração para tomada de decisões. Podemos encontrar nossa maior força, fé, coragem e compaixão nesse orgão incrível que muitas vezes ignoramos e negligenciamos, permitindo que nossa maior inteligência emocional guie nossas vidas.
Portanto, conecte-se com seu coração, respire, acalme-se e suavize. Seu cérebro terá a prontidão adequada para o discernimento de escolhas e decisões.

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