O que o corpo quer nos comunicar?

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O que o corpo quer nos comunicar?

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Todos os conhecimentos científicos e desenvolvimento da biomedicina trazem elementos necessários para compreender a doença. No entanto, podemos acrescentar uma proposta de agregar uma nova leitura para entender o processo do adoecer, com suas sutilezas e subjetividades.
No momento em que nos dispomos a dialogar com nosso corpo, criamos uma nova possibilidade de compreender como o ser humano em sua diversidade mantém vínculos profundos com a natureza, seus sonhos, com as pessoas e com sua espiritualidade.
Nessa nova leitura, abrimos novas perspectivas para compreender as diversas interações entre doença e cura, a sociedade em que vivemos, o ambiente que nos circunda e tudo o que buscamos para curar ou amenizar nossas dores corporais, mentais e espirituais. Nosso corpo traz em si sua própria sabedoria. Nele expressamos nossa ternura, desespero, rigidez, medos, inseguranças, cólera, contra injustiças pessoais e sociais que não permitem assim o seu equilíbrio.
Em sua linguagem sutil, o corpo expressa o que não é dito, e de forma gradativa, anuncia suas necessidades de cuidado, podendo iniciar sua fala por meio de um simples incômodo no estômago, que não compreendido, pode evoluir para uma gastrite severa ou até mesmo um câncer.
Questionar o que esse incômodo no estômago está querendo dizer, ou quais dificuldades de aceitar ou digerir que estou tendo em meu processo, é uma linguagem no mínimo estranha para a consciência, pois quanto mais profunda e grave for sua manifestação, maior e mais antiga é a tensão interior a ser eliminada. Dessa forma, como não conseguimos decifrar sua mensagem, tendemos a abortá-la para nosso suposto conforto.
O que esse corpo anuncia é, no entanto, um momento de renascimento e novo entendimento com esse ser humano que lhe habita, revelando que para compreendê-lo, é necessário dispor de uma atenção diferenciada no qual isso possa permitir um mergulho profundo em nós mesmos. Como tal, estaremos transitando em nossa história, nossos relacionamentos, comportamentos, atitudes, valores e inclusive na história de nossos antepassados, porque tudo está em nós agora, na memória de nossas células.
A manifestação do sintoma, é um apelo ao cuidado e a dignidade de nossa saúde. Mesmo que não tenhamos consciência, o que acontece em nosso corpo físico não é algo meramente fisiológico, também uma manifestação profunda de nossa dimensão inconsciente.
O Ser, em sua plenitude e magnitude nos habita e suplica para que realizemos mudanças necessárias em nossas vidas. Muito embora o sintoma traga o seu sofrimento, em sua linguagem ele sugere que nós o acolhamos para junto com ele compreender onde estamos falhando.
Assim, o adoecer tem seu valor de comunicação, buscando nesse apelo, esclarecimentos necessários para que favoreçam o homem na busca da sua totalidade.

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1 Comentário

  1. Irene Martins disse:

    Muito bom, hoje compreendo um pouco mais esse processo, não necessito mais de alguns medicamentos que tomava, grata.

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