O Instinto irrefreável da inveja – Graça Braga Darzi Consultório de Psicologia.

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O Instinto irrefreável da inveja – Graça Braga Darzi Consultório de Psicologia.

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Em sua natureza, o ser humano apresenta uma dualidade. Somente a falta de conhecimento é capaz de pensar que o mal não está sempre presente em toda parte, e quanto mais o indivíduo estiver inconsciente desse fato, mais capturado por essa força estará.
A realidade só poderá existir com suas polaridades: claro-escuro, noite-dia, feio-bonito, bem-mal. O escuro traz toda sua nebulosidade, e do outro lado reflete toda sua dimensão do bem viver.
A palavra inveja deriva do latim invidere, que significa "não ver". Daí a expressão "cego de inveja", um sentimento profundamente perturbador, que sem consciência, na sua autonomia, pode "cegar" a pessoa.
Interessante observar que na fisiologia do cérebro, a inveja é processada na região do córtex cingulado anterior, a mesma região onde a dor física é processada. Trata-se portanto de uma emoção dolorosa.
Esse desejo, instinto ou pulsão, está potencialmente presente desde sempre na psique da humanidade. Um exemplo clássico é a obra de Otelo, do dramaturgo inglês William Shakespeare, quando o invejoso Iago cria uma mentira para conseguir o cargo que é de Cássio. Assim, a inveja se manifesta como uma expressão instintiva, um elemento da natureza, na qual seu significado é difícil de ser captado pelos sentidos. Dessa forma, para atender suas necessidades, o homem se depara com limitações, angústias, medos, lidando ou atendendo-os de forma equivocada, ou sem nenhuma consciência.
A inveja contém inegavelmente, um componente de grande significado ao nosso processo de auto conhecimento. Identificá-la é poder não somente reconhecer, mas integrá-la encontrando um caminho seguro de construção na relação consigo mesmo e com o outro.
Ao contrário disso, preferimos acreditar e manter a crença que o "mal" está no lado de fora, ou seja; tudo aquilo que nos incomoda ou irrita está no outro, não nos pertence, reforçando e desviando os indivíduos das trocas e da verdadeira felicidade.
Estamos, portanto, diante de uma importante faceta humana, de difícil aceitação, mas que precisará ser reconhecida se almejarmos uma vida mais consciente e harmoniosa. Assim, na vida das pessoas, inúmeras são as situações que nos deparamos com a inveja, e que de forma inconsciente, reforça distúrbios neuróticos e sofrimentos psíquicos, tentando comunicar algo que por algum motivo não estamos podendo, querendo ou conseguindo reconhecer. A experiência nos oferece provas abundantes de que é muito difícil aceitarmos a própria inveja.
Nessa projeção, ela simplesmente altera a imagem do outro em nossa psique, sendo que a força da inveja se apresenta proporcional ao valor do seu conteúdo em nosso processo de individuação, pois algo nos pertence, precisa ser comunicado para ser compreendido.
Como tal, inveja do saber, da coragem e das conquistas do outro entre tantas, tentam nos comunicar situações em segredos das quais necessitam ser acolhidas para que a expressão criativa do potencial humano possa ser revelada. Só através do auto conhecimento é possível reconhecer essas tendências sombrias e nefastas, redirecionando o potencial de equilíbrio e amadurecimento.

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