PSICOPATIA: DOENÇA MENTAL OU TRANSTORNO DE PERSONALIDADE?

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PSICOPATIA: DOENÇA MENTAL OU TRANSTORNO DE PERSONALIDADE?

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O psicopata é um indivíduo portador de uma desordem ou transtorno de personalidade, caracterizada em parte por um comportamento antissocial, sem empatia, compaixão ou remorso. São pessoas sem emoção, com extremo baixo controle comportamental, tendo, por outro lado, uma dominância desmedida. Manipuladoras de pessoas e situações, os psicopatas trabalham para obter poder e prazer a qualquer custo, não importando os meios mas os fins. São absolutamente racionais sem nenhum sentimento, podendo expressá-los falsamente para conseguir o que se quer. Tudo gira em torno do seu interesse, poder e prazer. São pessoas sedutoras, interessantes, tornando-se o centro das atenções sempre com o objetivo de manipular para conquistar seus objetivos, nem que isso signifique passar por cima das pessoas. São indivíduos absolutamente cerebrais, frios e calculistas.
É importante diferenciar o psicopata do doente mental, que carrega desordens afetivas como a esquizofrenia, a depressão, o transtorno bipolar e os transtorno de ansiedade generalizada. O psicopata é uma forma de ser, um transtorno de personalidade e não uma doença mental. Pelo contrário, são extremamente inteligentes, ardilosos, estrategistas, dissimulados porque são 100% razão. É muito importante identificar um psicopata para se posicionar e se proteger, pois eles farão de tudo para persuadir e manipular com total consciência, não medindo limites para conseguir o que desejam.
São três os tipos de psicopatas: o leve, moderado e o grave. Os mais conhecidos são os psicopatas graves pois lembram um serial killer, porém essa é uma pequena minoria, já que os leves e moderados estão em todos os lugares, nas ruas, em cargos de grande importância, na escola, na polícia, na política, nos lares.
As imagens estudadas dos cérebros dos indivíduos diagnosticados psicopatas demonstraram que o cortéx pré-frontal, parte do cérebro responsável por sentimentos como a culpa e empatia, e a amígdala, que media o medo e a ansiedade, mostram-se com menos atividade coordenada, parecem não estar se comunicando como deveriam. são essas duas estruturas no cérebro que trabalham para regular o comportamento social e a emoção.Essa combinação de anormalidades estruturais e funcionais fornece evidências de uma disfunção neste circuito sócio-emocional desses indivíduos. Assim, observa-se que o cérebro de um psicopata é diferente de uma pessoa comum.
O neurocientista e professor da universidade da Califórnia, Jim fallon, diz que nos últimos trinta e cinco anos, tem estudado comportamentos com base nos genes. Seus estudos foram com assassinos em série, no qual todos apresentavam lesão no córtex orbital que fica logo acima dos olhos das orbitas e também a parte interior das têmporas, dentre outras lesões cerebrais.
Encontrou uma quantidade de fragmentos de dados com base na genética/lesão cerebral e interação com o meio. Observou a interação com os genes, o que é chamado de efeito epigenético, isto é; como o meio influência a genética e como o indivíduo se transforma em um psicopata e um assassino. O mais importante para Jim é que o principal gene da violência é o gene MAOA, tendo inclusive uma variação desse gene que está presente na população normal.
Para ser possível expressar esses genes de uma forma violenta bem cedo antes da puberdade, o indivíduo tem que estar envolvido em algo realmente traumático, não bastando apenas um pouco de estresse. É necessário estar envolvido com a violência em todas as dimensões. É dessa forma que o sistema neuronal espelho funciona.
Dessa forma, se o indivíduo tem esse gene e está constantemente exposto a extremas e profundas violências em determinada situação, essa é a receita para o desastre absoluto. Segundo Jim fallon, a violência constante, acaba criando gerações de crianças predispostas a esse gravíssimo transtorno.
De qualquer forma, os estudos da neurociência continuam entendendo essa alteração de personalidade, sendo o tratamento praticamente impossível, visto que os indivíduos envolvidos estão indisponíveis a quaisquer tipo de intervenção.

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3 Comentários

  1. Olá, boa noite! Muito bom, artigo como estudante de psicanálise, pra me é essencial gostaria de receber mais sobre comportamento. Muito obrigado.

  2. Ana disse:

    Meu ex apresenta estas características. Como é pai de meus filhos ….e se estas característica forem genética.. meus filhos tb são.

  3. Cidinha disse:

    Fiquei assustada!

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