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Sobre Sermos Mulheres

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Mulheres lindas, profundas, intensas, sagradas, mas como dizia Simone de Beauvoir, " Não nascemos mulheres, nos tornamos ". Ou não! ...

Somos feitas, mas não estamos prontas! Sim, temos um sexo que nos define biologicamente, fisiologicamente fêmeas. Entretanto, o gênero feminino, que é uma construção social de valores estabelecidos para definir esse feminino, nada tem a ver com o nosso sexo.
Sem nos aprofundarmos no auto conhecimento, ficamos na superficialidade dos nossos seres, sem conseguirmos assim, lidar com a dura pressão da realidade, das tensões dos compromissos, permanecendo na nossa condição de meninas. Desta forma, a diferença básica que existe entre uma mulher e uma menina é a capacidade que essa tem de lidar melhor com as frustrações.
Com essa sociedade machista patriarcal, que mesmo hoje subentendida, reforça e restringe as mulheres que continuam de certa forma reféns de se apresentarem de acordo com os seus ditos.
Uma boa parcela de mulheres ainda correspondem a um padrão de feminino tradicional, no qual ficam receptivas as projeções masculinas, tentando de certa forma atender as necessidades dos homens, sem necessariamente saberem se são suas, mas também fazem isso para se sentirem aceitas e aprovadas. Uma outra parcela, muito maior de mulheres hoje em dia, procura ter uma atitude muito mais sociável e confiante, exceto sobre sua feminilidade, pois grande parte dos homens preferem estabelecer com elas relações de amizades, e de sexo sem compromisso. Em contrapartida procuram outras mulheres quando estão escolhendo uma parceira para romance mais profundo.
Isso gera nas mulheres sentimentos de perplexidade e abandono sobre sentirem-se produtivas, independentes no mundo e serem atraentes como mulher.
Como poder ser mulher num mundo absolutamente machista para aquelas que não desejam "ficar em casa", e nem lutar de forma agressiva, correndo riscos de se tornarem como os homens? Como se expressar diante de uma sociedade dissonante com os valores femininos que nessa altura nem ela mesma se vê ressonante com os aspectos mais profundos da sua essência?
A maneira como a sociedade está estruturada dificulta que as mulheres encontrem sua satisfação, caso seu comportamento, que é expresso por suas opiniões e atitudes, seja considerado masculino demais e não atraente aos homens. Por outro lado, se aderem ao padrão da cultura dominante machista, tornando-se dependentes, impotentes e com pouca ou nenhuma voz nas suas escolhas.
Para que a mulher possa verdadeiramente iniciar os seus passos e a sua manifestação para fora e ganhar força, é preciso que ela se volte para dentro dela mesma, em um profundo trabalho de análise do seu verdadeiro ser.
Mantemos em nosso inconsciente diversas figuras internas ou arquétipos, que moldam a nossa personalidade e determinam as nossas escolhas. Buscar à consciência desse feminino requer uma análise profunda em nosso interior, suscitando nessa complexidade investigar por exemplo as bases de nossas mágoas mãe e filha, pai e filha, nas quais vamos carregando, transformando, perdoando, resignificando as respostas às impotências, ou potenciais distorcidos. Figuras plenamente internalizadas e não trabalhadas afetam nossas escolhas e comportamentos. Poder tornar conscientes essas imagens nos favorecerá para um aprofundamento de nossas sensações e percepções, mobilizando assim nosso manancial de criatividade.
Assim, quando a mulher se reconecta, ela se identifica com a essência verdadeira do seu ser. Começa então a reconhecer essa força em si mesma e em todos os outros seres da sua espécie. Quando as mulheres conscientemente sincronizam suas forças, começam a transpor limites, antes intransponíveis pela razão, revelando assim seus potenciais criativos, dando a elas a iniciativa de se manifestarem de maneira única e singular.

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