O ENCONTRO COM O ACASO

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O CORAÇÃO E SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
julho 13, 2018

O ENCONTRO COM O ACASO

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Uma manhã linda de sol e um convite feito a mim mesma para caminhar, respirar, contemplar e viver asbelezas do parque do Ibiraquera. Muitos são os percursos que conheço, cada um com seu encanto e, dessa forma, optei seguir em direção ao circuito da pista de cooper, pois sabia que poderia aproveitar para utilizar também um daqueles brinquedinhos interessantes que fazem a gente exercitar um pouco mais o corpo. E assim, caminhei tranquila, admirando dentre tantas belezas o perfume das plantas e da terra.
Chegando na estação dos brinquedos, fui direto a um deles, quando, de repente, observei caída a minha frente uma nota de dois reais. Apressei os passos, pegando-a imediatamente do chão. Ao levantar, meus olhos se depararam com os olhos de uma senhora que me observava. Imediatamente constrangida falei:
- Alguém deixou cair essa nota! Vou colocá-la nesse canto para quem sabe o dono possa encontrá-la ou quem considerar de direito que é sua, que a leve!
Com a cabeça afirmativa e um sorriso tímido, a senhora concordou. Retornei ao brinquedo e pensei que estava prestes a me apropriar daquela nota de dois reais se não fosse o olhar observador daquela senhora a me interromper. Pensei no ato impulsivo que fui acometida ao encontrar aquela nota no chão, aparentemente sem ninguém perto, no qual a vontade de possuí-la, fazia com que ela se transformasse em uma nota de cem reais!
Olhei para minha carteira recheada de dinheiro e me perguntei porque teria tido aquele impulso. Pensamentos e frases insistentes surgiam me lembrando que "achado não é roubado", "achou ganhou"!
Meus olhos retornaram à nota alí posta por mim, perdida e sem dono e me perguntava porque a dona não poderia ser eu, afinal eu a encontrei e ela serviria para dar de trocado ao guardador do carro, para um pedinte na rua ou simplesmente tê-la em meu poder. Observei a senhora sentada e pensei na possibilidade de que ela poderia se apoderar da nota no momento em que eu já não estivesse mais alí.
Finalizei os exercícios e decidi seguir minha caminhada, administrando o impulso instintivo e irracional que me acometera. Os olhos daquela senhora não saiam do meu pensamento, lembrando-me da sombra sorrateira, silenciosa e oportunista que habitava em mim.
De repente, comecei a sentir meu coração se enchendo de amor e gratidão. Uma manhã ensolarada, cheia de luz, de cores, bênçãos e belezas tão profundas, que reconhecia em mim também. A cada passo sentia o quão profundo me permitia amar, me doar, oferecer.
Os olhos daquela senhora que me indagaram, puderam me lembrar das forças obscuras, perversas e oportunistas que habitam a natureza humana, lembrando que agora me cabia o entendimento e a consciência acolhedora para o arbítrio da escolha e decisão. Pensei então, que o "acaso" me pareceu encomendado...

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