O BRINCAR DA INFÂNCIA – Graça Braga Darzi – Consultório de Psicologia e Psiquiatria

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O BRINCAR DA INFÂNCIA – Graça Braga Darzi – Consultório de Psicologia e Psiquiatria

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O direito a brincar, o lúdico da aventura, interiorizar-se, oferece à criança melhor capacidade para lidar com frustrações e elaborar experiências.
Percebemos, atualmente uma excessiva preocupação dos pais com o futuro de suas crianças. Acreditam que elas devam se preparar para a concorrência profissional desde muito cedo, e entendem que para estarem preparadas para a vida, devem estudar muito e ter pouco tempo livre para brincar. Nesse frenesi, as crianças assumem cada vez mais responsabilidades e compromissos mais do que podem suportar, tornando-se mantenedoras das necessidades neuróticas e desestruturadas dos pais, com cobranças excessivas e a falta de tempo livre para as brincadeiras. Essas atitudes podem penalizar fortemente a vida emocional das crianças, em qualidade e também em profundidade.
O período da infância oferece profundas experimentações, fontes de sensações, cores, brincadeiras. Com tempo, espaço e liberdade as crianças potencializam sua linguagem mais genuína que é o brincar, descobrindo o mundo e a si mesma, entrando em contato com seu imaginário, com seus sentimentos e vontades, procurando, investigando, organizando suas fantasias e funcionando dessa maneira para o despertar de sua criatividade. Nessa dimensão, ela torna-se fortalecida para enfrentar possíveis situações difíceis.
Quando negligenciadas ou negadas de participarem do mundo que lhes pertence, as crianças ficam absorvidas pela dimensão inconsciente dos pais, vivendo, atendendo e reproduzindo a vida mal vivida ou não vivida dos mesmos. Segundo Jung, na consciência da criança não há problemas, pois a mesma depende inteiramente dos pais, manifestando o surgimento de sintomas ou doenças psíquicas.
Assim, de forma extremamente relevante, os pais devem estar atentos às suas demandas emocionais e insatisfações pessoais, já que elas influenciam diretamente a vida psíquica dos pequenos, imprimindo aos pais a busca de auto conhecimento e maior conscientização.
Nesse processo, é por meio da própria criança que o adulto é capaz de acessar sua criança interna, favorecendo e abrindo continuamente novas possibilidades amorosas e criativas. Sobre isso Jung diz: "Em todo adulto espreita uma criança- uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo, e que solicita, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa ".
Direcionar a criança em seu desenvolvimento, sem excluir seu direito de vivenciar profundamente essa etapa de sua vida é contribuir, não só para seu desenvolvimento físico, mas também emocional e psíquico. Isso possibilita oferecer à realidade um despontar de manifestações criativas e significativas, estruturando e promovendo um espaço de amor e pertencimento.

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1 Comentário

  1. tatiana marrocco disse:

    texto lindo e inspirador para uma mãe que acaba de nascer . gratidão pelas palavras tão cheias de sabedoria . o brincar é fundamental em todas os tempos da nossa existência.

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